sábado, 25 de dezembro de 2010

Onde mora a felicidade?

Onde mora a felicidade? Qual resposta melhor preenche este espaço? Talvez afirmando que a felicidade mora no aconchego da mãe, no abraço de um irmão, com no saciar de um desejo ou e na frescura da água. Talvez responda quando apenas concluímos que somos felizes quando temos aquilo que nos satisfaz plenamente. É lá onde ela mora!
Perceba que ficamos felizes por nos sentirmos amados. Uma sensação maravilhosa se apresenta a cada passo desde que nascemos, com cada descoberta, cada conquista, com o primeiro beijo, o primeiro amor, etc. A vida estampa isso em nossa frente e insiste em nos fazer sentir este extraordinário sentimento de forma simples e natural.
Mas o homem se perde diante algo tão simples e acessível. Somos pessoas felizes até o dia que lhe falaram sobre um paraíso, um lugar diferente onde a felicidade é constante, embora diferente de tudo aquilo que conhecera até então.
E esta "bendita" ideia de paraíso ofusca as coisas simples da vida e a felicidade torna-se distante, rara ou mesmo quase impossível. Este paraíso é formado por todo um cenário capitalista e material imposto por uma sociedade aniquilada pelo consumo e pela vaidade. Logo, aquilo que já era seu, transforma-se numa promessa, um "lugar" onde deveria ser digno de entrar, um meio no qual todos querem ter espaço e viver para se igualar aos demais. Neste exato momento o homem deixa de desfrutar das coisas simples da vida para viver uma busca constante, sem garantias de que não viverá um grande engano, um erro criado por aqueles que deixaram de acreditar no verdadeiro objetivo da vida. Nesta visão retrograda, o que era belo torna-se pequeno, o que era puro tingiu-se com o preconceito e a palidez da hipocrisia. O homem já mais nem sabe que ele é. E assim ele cresce com momentos menos felizes. Mas a resposta à pergunta inicial sempre foi clara, e esta sempre insistiu em mostrar-lhe que o mundo era tudo aquilo que estava diante dos seus olhos, e que o primeiro lugar onde buscar a verdade era dentro de si mesmo.
E ao longo do ciclo da vida, para alguns, a felicidade finalmente reconforta o seu espírito e faz nascer o sentimento de uma nova oportunidade. Descobre então que o amor encontra-se brilhante nos olhos daquele que está ali ao nosso lado.
Não vou ignorar ao fato de que em certa altura da vida todos queremos algo mais, seja por uma promessa ou pela ambição de possuir mais do que aquilo que temos ou de viver mais e ter uma vida diferente daquilo que sabemos que é possível. Eu não sou tolo de ignorar isso ou mesmo dizer que também não penso assim. Mesmo considerando que seja esta ambição material ou espiritual, nunca devemos fechar os olhos às oportunidades que a vida nos apresenta para sermos felizes a cada dia que vivemos. É bem certo que a felicidade não seria felicidade se fosse um sentimento constante, que talvez a vida não existisse se não tivéssemos que descobrir as surpresas que se apresentam pelos caminhos que percorremos. É fato que todos nós buscamos a felicidade. Mas o segredo está em descobrir que seja como for este "paraíso", as suas portas estão dentro dos nossos corações desde que nascemos. A felicidade mora num lugar bem mais próximo do que imaginamos. Visite-a!


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Eu construí meu zepelim...


 Às vezes a sono parece não ser meu amigo. Passo horas esperando por ele, desejando render-me ao descanso e aos sonhos. Este domingo foi assim. Mas enfim... fui recompensado pro um sonho bom. Algumas coisas eu recordo, outras não com detalhes e riqueza. Quando durmo, meus pensamentos me remetem aos tempos de menino, voltar ao tempo, como se fosse real consigo voar nos velhos aparelhos feitos de madeira e papel cartão que construía quando era criança juntos aos meus irmãos. Como um “zepelim” meio que estanho, mas que era suficiente para levar-me aos lugares improváveis. Como qualquer criança boba e ingênua, minha intenção era usá-lo para viver uma grande aventura, e chegar mesmo a conhecer outros planetas, depois voltar para casa com uma grande história para contar a todos. Depois de uma noite assim  acordo sorrindo, feliz por ter sido novamente menino, mas principalmente por ter realizado este sonho, ainda que seja apenas na minha imaginação. Mas ainda que assim seja, foi real durante uma noite, e totalmente livre das amarras que durante toda a vida nos impedem de acreditar que os sonhos são possíveis.  Tantos foram os sonhos, tantos ainda são. Loucos, reais, impossíveis,..., sonhos são sonhos e tudo é tão simples quando se viaja na mente de uma criança com uma imaginação latejante. A gente envelhece, mas os sonhos nos perseguem, mesmo aqueles de uma época tão distante. E logo a gente descobre que por muito que o tempo passe, os sonhos continuam presentes. Mesmo aqueles que já deixamos de acreditar, apenas porque desistimos, ou simplesmente porque achamos que já não são adequados à nossa idade, ou à vida que temos. Existem sonhos que não lutamos mais para concretizá-los. Já não causam a ansiedade de quando surgiram, e por isso tentamos esquecê-los. Mas estes sonhos ainda permanecem lá, escondidos num pequeno compartimento do nosso pensamento, e por vezes se revelam nos únicos momentos em que somos nós.
Sei que todos têm sonhos, e todos já sonhamos coisas que não chegaram a concretizar-se, seja uma profissão, uma viagem, brinquedo, um encontro, um romance. Mas apesar do tempo, esquecemo-nos? Penso que não! Acredito que apenas não pensamos mais no assunto na maior parte do tempo e seguimos a vida adiante.
Num mundo de tantos descrentes, crescemos no meio de pessoas em que a maioria já havia desistido dos próprios sonhos, e por qualquer motivo, não acreditam também nos sonhos alheios, e passam a vida a tentar desmotivar todos os outros, pois querem acreditar que os sonhos não são para aqueles que desejam, mas apenas para aqueles a quem a sorte se revela.
Os sonhos transcendem aos travesseiros e aos papéis coloridos em tinta guache. A concretização de um sonho implica muitas coisas, entre elas o trabalho, talento e muita dedicação. É necessário estar e ser apaixonado pelo seu sonho, e vivê-lo a cada momento, mesmo que ainda não o tenha alcançado. E mesmo que as surpresas da vida indiquem que nem tudo está ao nosso alcance, é preciso lutar, pois em tudo se cresce, vive e é feliz. Hora de acordar. O sonho se vai. Mas um sonho!  E o tempo está a esgotar-se! Os sonhos terminam sempre para todos. Ninguém tem apenas um único desejo: escolha pelo menos um deles, e faça-o já! Na verdade estamos todos a espera da uma conquista, porque no fundo, um bom sonho acaba sempre por trazer felicidade a muita gente, neste mundo que precisa cada vez mais de acreditar que os sonhos não devem morrer, e que apesar das dificuldades, tudo é possível quando o queremos de verdade, com fé e verdade.  Posso seguir viagem em meu “zepelim” ou pular dele. Sonhar também é opção. Deixa eu seguir...é bem melhor!

sábado, 18 de dezembro de 2010

No cair da chuva...


Fazia tempo que Campina Grande não recebia uma chuva para lavar o espírito da cidade. Neste instante é noite, aliás, madrugada, e  faz frio gostoso em minha terra natal. A chuva cai fraquinha, mas  sem cessar, como se de um profundo pranto celestial se tratasse.
Como uma simples chuva muda o percurso e rotina de tantas pessoas! Algumas destas pessoas se abrigam e fogem à procura de calor e conforto em casas, outras buscam um recanto para acalentar-se. Algumas outras vêem a vida passar, como uma história que se faz por uma trilha sonora natural, com o cair dos pingos de chuva no telhado,  as paredes isolam muitas vezes o sofrimento da solidão e da saudade, ou dos sonhos esquecidos e a amargura de viver entre tanta gente, e ainda assim ter a sensação de solidão. Esta última podemos dizer que é uma angústia silenciosa. Uma chuva nos faz enxergar o mundo com outras perspectivas.
Amanhece em Campina. Não chove, mas a cidade parece estar em ressaca, um aspecto nublado que se manifesta no caminhar das pessoas pela rua. São passos sem identidade, dirijo pelas ruas e vejo em alguns passos de um futuro de pouca esperança. Um velho se distrai pela manhã jogando migalhas de pão aos pombos na praça; duas simpáticas senhoras a conversar na calçada como se, com uma melancólica recordação, lembrassem os tempos de mocidade para resgatar de alguma forma a emoção dos tempos de esperança e anseio pelo futuro. De outro lado um caminhar acelerado de jovens transitam como se o mundo fosse pequeno e com sentimento de “donos do mundo e de sua liberdade”. Eu passeio alheio ao tempo que a eles também irá cobrar.
Assim as horas passam, o dia corre, a vida continua A cidade vive de uma forma sonâmbula. Neste olhar de um dia cinza a gente vê  velhos que tanto lutaram  e hoje são esquecidos, os jovens não sabem o que querem, os governantes alheios aos verdadeiros problemas sociais, e a justiça à mercê dos que possuem o poder.  No final do dia levemente a chuva continua a cair. Mas deixa cair e lavar nossas ruas, becos, casas, corações, afinal água é vida!
E  viver é um sonho na qual a sua maior complexidade reside em nossas ações e na forma como encaramos tudo o que vemos e sentimos. Às vezes é preciso molhar-se e encarar o frio e o escuro do desconhecido. A vida é curta e uma só. E não existe o amanhã sem que você o comprove ao abrir os olhos no outro dia, não há garantias
E mesmo que meu outro dia seja novamente cinza vou sair às ruas, sorrir em plena manhã, desejar um “bom-dia” a alguém, pois este pequeno gesto pode fazer toda a diferença. É importante cultivas as palavras, isto poderá determinar a forma como correrá o dia de alguém. A chuva  muitas vezes lava muito mais nosso interior do que as calçadas de nossas casas.
 
 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Na janela e sorrir...


Às vezes é bom sentar-se diante da janela, observar o passar do tempo e com ele analisar a vida, o mundo e todas as suas coisas reveladas e refletidas na pureza da natureza. Tão bom se enxergar nesta perspectiva. Todos os dias que vivi, todos os dias que pensei ter vivido, perdido em mim mesmo naquilo que pensava ser o tempo. O que é o tempo perante a consciência e a emoção? Onde estou senão em mim mesmo e em tudo ao mesmo tempo? Sei que estou aqui, ou não!  Mas existo, isto tenho a certeza e logo percebi que durante esta viagem, foram muitas as vezes que não parei para contemplar o mundo. Foram muitos os desencontros com o meu ser. Estive sentando em vão. Mas agora sei que sentirei saudade de mim. Calado, às vezes surdo, foram tantas as vezes que não me ouvi chorar. Hoje estou feliz por lembrar que chorei, sorri e amei. O amor, já tão discuto neste blog e fonte inesgotável de inspiração, talvez seja a única bagagem para a próxima viagem. Então lá estarei, perante a inevitável morte, preso à vida através deste imensurável sentimento. Mas antes que chegue o fim, decidi tornar-me capitão nesta viagem, para escolher o rumo e os portos em que vou parar. E em cada estada um olhar para contemplar, pois antes que as luzes se apaguem, terei visto além das ondas do mar. Visto  mais longe do que as profundezas do oceano ou a imensidão do céu. E quando os ventos deixarem do soprar as velas deste barco que me leva, talvez consiga sorrir, e assim partirei feliz rumo ao desconhecido. Vejo-me, uma vez mais, ansioso por encontrar o meu próprio ser. Estou pensando nisso...


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O poder nas palavras...





Palavras têm poder! Sejam elas boas ou más, uma coisa é certa: todos nós temos o dom de desejar sorte a alguém quando emitimos alguma palavra.
As primeiras palavras que ouvimos ao amanhecer o dia podem determinar a forma como todo ele poderá correr, ou pelo menos, a maneira como vamos encarar os desafios das horas seguintes. Ninguém tem força suficiente para alcançar o sucesso se nunca encontrar em palavras amigas o anseio de boa sorte, desejo de o ver feliz, que te sintas realizado.
Existem pessoas que trazem um sorriso na voz, algumas proferem palavras comuns em assuntos casuais, e no entanto, transmitem naturalmente esta boa sorte que todos precisamos para enfrentar a vida com uma dose de energia positiva, fé e esperança.
Mas ao nosso redor encontrarmos também aqueles pessimistas, os invejosos, os fracos de espírito e dotados de carga negativa. Alguns nem sempre são pessoas mal intencionadas, mas perderam a esperança. Elas não vêm a vida com otimismo e portanto, não acreditam que ela poderá proporcionar alegria a si ou a mais ninguém a sua volta. Estas pessoas, têm suas palavras são carregadas de tristeza e desânimo, passam a vida a suspirar com desalento, procurando justificativas que os possam ilibar dos seus fracassos, imaginando que tudo e todos são responsáveis diretos ou indiretos pelo seu estado de espírito decadente. Pobres de espírito!
Vejo que as pessoas otimistas também criticam, apontam erros e temem as adversidades da vida, entretanto, estão sempre a buscar soluções, a criar saídas que possam de alguma forma contribuir para o seu bem-estar e geralmente o bem comum de todos que o rodeiam. Acreditam no seu sucesso e nas diferentes formas de como este sucesso se apresenta às pessoas.
Para vivermos uma vida mais feliz e produtiva, devemos antes de tudo definir a forma como vemos o mundo a nossa volta e selecionar criteriosamente as palavras que dizemos e ouvimos. Contribuir para a felicidade dos outros (sempre com a verdade) criará uma atmosfera em que as coisas acontecem de forma positiva. A forma é simples: utilizarmos  o poder das palavras para fazer o bem, e veremos que a vida nos reserva grandes surpresas quando encaramos ela com  olhos de vencedores.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Cultivando pérolas...


Não é uma aula de Biologia mas para começar este texto seria interessante definir que as ostras são moluscos que podem viver tanto em ambiente aquático quanto terrestre. São elas também quem produzem as pérolas, encontradas nos bivalvos (tipo de ostras) formam-se da seguinte maneira: partículas estranhas, como grão de areia, podem intrometer-se entre o manto e a concha do molusco. O epitélio que reveste o manto, começa então a secretar, sobre a partícula estranha, sucessivas camadas nacaradas. finalmente, o epitélio do manto envolve completamente o corpo estranho e secreta nácar em finas camadas concêntricas, formando a pérola.
Aposto que neste momento, você que lê deve estar se perguntando: “Mas pra que danado que saber deste assunto?!”. Sei que é muito pouco provável encontrar , amenos é um curioso ou estudioso apaixonado por moluscos, mas vocês entenderão mais para frente.
As famosas pérolas, tão preciosas e caras pérolas, nada mais são que reações as quais o organismo das ostras criam em busca de defesa a algo que esta lhe machucando, você já parou pra pensar no quanto nós, humanos, fazemos o mesmo? Quantas vezes ficamos remoendo algo que nos machuca a ponto daquilo se tornar um corpo estranho dentro de nós? Quantas vezes deixamos sonhos, graças às areia que nos invadiu? Vale a pena pensar nisso por um instante.
Todos nós somos machucados ou machucamos alguém. E normalmente somos machucados por comentário, atitudes, gestos ou mesmo a falta deles de pessoas próximas, de amigos, pessoas com as quais nos importamos, às quais damos atenção. Isso é totalmente compreensível, afinal são pessoas que amamos e fazem diferença em nossas vidas, e por estarmos tão próximos acabam sendo mais que amigos e conselheiros, às vezes se tornam inconvenientes e sinceros aos extremos ou simplesmente alguém que devida à tamanha intimidade já não mede mais as palavras ao dar sua opinião, tenha sido ela solicitada ou não!
Amigos são assim mesmo, eu sou assim. Mas o que realmente me incomoda não são essas verdades ditas de forma que eu ainda não estava pronto para ouvir, e por favor não estou com isso querendo dizer que amigos deveriam mentir, mas estou sim tentando dizer que o que mais me assusta é a reação a essas atitudes.
Em situações como essa tendemos a nós ferir, a nos lançar em um ostracismo pessoal, em um deserto particular onde temos areia o suficiente para produzirmos dúzias de colares. Não condeno atitudes de isolamento, normalmente são sentimentos mais fortes que nós, independentes. Já produzi inúmeros colares em meu deserto, vivi por semanas perdido em meu ostracismo. Mas no fim de tudo tenho uma nova fortuna.

Então, assim como as pérolas nossas cicatrizes tem um valor grande. Sempre aprendemos algo; aprendemos a nos posicionar e não deixar que um único comentário acabe com um sonho que é só nosso, aprendemos a não levar as pessoas tão a sério; às vezes dolorosamente aprendemos a não sermos como os outros, e temos a certeza de que jamais devemos fazer com os outros o que não queremos que façam com nós.
Confesso que não sei avaliar a grandiosidade disso tudo, não sei dizer se é bom ter pessoas que sempre te digam a verdade, mesmo que de uma forma a te machucar, não sei até onde devo dizer aos meus amigos “Amigo, não é bem assim...” ou “Meu amigo por uma questão de lógica é que estou te dizendo que isso não vai dar certo” sinceramente também não quero ter que viver sonhos que não são meus, e por isso não me importo que não vivam os meus, desde que não me impeçam. É assim mesmo, é a tentativa de uma vida em reciprocidade, e a certeza de que apesar da beleza das pérolas o mundo seria melhor sem tantas delas. Um bom domingo, com pensamento  voltados às pérolas.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Ame-se

Não sou adepto aos livros de auto-ajuda e já comentei isso anteriormente. Principalmente com aqueles textos que falam dicas para cuidar da nossa auto-estima.
Nesta loucura nossa de cada dia, numa época em que tanto se fala de "auto-estima" é necessário, contudo, compreender-se o que significa verdadeiramente este termo e como conseguimos encaixá-lo em nosso cotidiano, principalmente quando estamos imersos a situações profundamente conflitantes, tanto em relação a nós mesmos quanto em relação à sociedade.
Vamos equacionar: pensando aqui que "estima" deriva do amor, do carinho, do bem-querer e, naturalmente, impulsiona ao cuidado, à nutrição, ao zelar, ao proteger este amor e este bem-querer. Já a palavra "auto" nos dá o entendimento do referencial ao si mesmo, necessitando, portanto, acontecer de dentro para fora. Nada muito complexo e novo, não é? Portanto, auto-estima é o amor que manifestamos a nós mesmos e que necessita ser guardado, atendido, nutrido, protegido, zelado, amado por nós em relação a nós mesmos.
Embora hoje se fale tanto sobre a auto-estima ainda é comum algumas pessoas acharem que pensar nisso e uma forma arrogante e prepotente de olhar para si mesmo. Mas do contrário, tudo começa quando entendemos que é necessário sim amar a si mesmo, se querer bem, se elogiar, se proteger, prestigiar, se impulsionar, se perdoar. As pessoas se assustam e demoram a entender que tudo o que é feito de bom para os outros é também necessário fazer a si mesmo, pois afinal, quem ama, doa, quer bem, nutre, zela, guarda, protege é porque tem tudo isto dentro de si. Mas simples impossível!
E como é difícil cuidar de nós mesmos! Vejo o quanto é difícil orientar a nós mesmos, nos guardar ou aceitar como realmente somos, sem as máscaras que encobrem nossa verdadeira essência. Nosso erro é olhar somente para fora que também possamos olhar para dentro de nós e, nos preparar para encontrarmos um ser carente e muito saudoso de nós mesmos.
Veja como tratamos a nós mesmos, que por muitas vezes somos pacientes e tolerantes para com as dificuldades e erros dos outros, porém nos manifestamos completamente ao contrário quando a situação ocorre conosco. Aceitamos os erros dos outros e chegamos a perdoá-los, mas não perdoamos aos nossos próprios erros e fracassos.
Ainda há muito o que crescer e aprender. Meu livro de "auto-ajuda" é minha própria consciência. E faço esta leitura em diálogo com meu travesseiro todo final do dia. E ele me diz: por que não direcionar esta grande capacidade amorosa e nutridora para dentro e para fora de si?