segunda-feira, 11 de outubro de 2010

"Alô, Alô minha Campina Grande, quem te viu e quem ti vê..."

Deixo aqui o registro de uma das inúmeras músicas feitas para Campina Grande, foi o tema "Alô Campina Grande" de Severino Ramos. Esta música ficou eternizada na voz do ilustre Jackson do Pandeiro. No vídeo, ela é interpretada pelo cantor  Biliu de Campina.

Alô alô minha Campina Grande,
quem te viu e quem te vê
não te conhece mais.
Campina Grande tá bonita, tá mudada
muito bem organizada e cheia de cartaz.
Recebe turistas, o ano inteirinho
a seus visitantes, trata com carinho,
quem vai a Campina, pede prá ficar
tem muitas meninas prá se namorar
e se amarra nas garotas e não sai mais de lá
ô não sai mais de lá, ô não sai mais de lá
quem visita Zé Pinheiro não sai mais de lá
ô não sai mais de lá, ô não sai mais de lá
quem dançar no Ipiranga não sai mais de la
ô não sai mais de lá, ô não sai mais de lá
É, quem dançar nos Caçadores não sai mais de lá
Alô alô minha Campina Grande,
quem te viu e quem te vê
não te conhece mais
Campina Grande tá bonita, tá mudada
muito bem organizada e cheia de cartaz


sábado, 9 de outubro de 2010

Recordo ainda...

O poema de Mário Quintana descreve perfeitamente  o nosso sentimento de "envelhecer". Sou um pobre menino, como ele bem diz, aos meus 29 anos cheio de sonhos e recordações de uma infância bem vivida. Os anos chegaram e os "nossos brinquedos" ficaram pelo caminho, as experiências transformadas em lições que ninguém apaga. 
Recordo muita coisa! Recordo de cada tombo, choro, riso, silêncio, sono, medo...
E como não recordar de cada instante de amor recebido. Esta foto abaixo, ao lado de minha mãe, reflete um momento assim, quando num simples registro guardou-se para eternidade o que de mais sublime existe entre nós, a cumplicidade do nosso amor.

























RECORDO AINDA

Recordo ainda... e nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...


Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...


Estrada afora após segui... Mas, aí,
Embora idade e senso eu aparente
Não vos iludais o velho que aqui vai:


Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai!...
Que envelheceu, um dia, de repente!...

Mario Quintana

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Como diz Coldplay "Viva La Vida"


Acorda!!! É hora de levantar desta cadeira esculpida pelo comodismo e bordada com a covardia de quem não percebe que o mundo lá fora é maior do quê os nossos olhos podem enxergar. Não adianta aguardar um “momento especial”, por que a cada dia que vivemos já é uma ocasião especial e esta deve ser prestigiada com o maior entusiasmo e entrega. Como diz os versos da música de Coldplay (traduzida em trechos abaixo), é preciso matar o velho rei, aquele acomodado e preso às resistências e medos, deixar liberto aquilo que de novo a vida pode oferecer. Todos os dias novas janelas são abertas e mostram-nos que do lado de lá existe sim um futuro maior e melhor para corrermos atrás.

"...Eu costumava jogar os dados,
sentir o medo nos olhos dos meus inimigos,
ouvir enquanto a multidão cantava:
Agora o velho rei está morto! Vida longa ao rei!”

É preciso contemplar mais o universo ao nosso redor; ouvir o canto dos pássaros como quem ouve a nona sinfonia de Beethoven; olhar mais a nossa volta, admirar a paisagem sem se importar com as tempestades e nuvens pesadas, pois o belo se camufla de tons cinza; passar mais tempo com nossas famílias e com amigos, preenchendo-nos com o combustível maior que move este mundo, o amor; comer sem ficarmos reféns da balança; dizer “te amo” mesmo sem a certeza de que ouvirá “e eu a ti”; visitar lugares que adoramos como se fosse a primeira vez e bancar uma de turista bobo; surpreender alguém querido com uma mensagem inesperada; colocar a cabeça para fora da janela do carro em movimento e sentir o movimento do ar em nossos cabelos, massageando nossa pele com o tom da liberdade; sentir com apreço o cheiro daqueles que nos fazem bem, pois é impossível não emocionar-se ao lembrar que aquele agradável aroma já fez presença em nossa pele; simplesmente sorrir; traçar, sempre,  novos sonhos e alimentá-los com a ansiedade e otimismo que é possível chegarmos lá.

“Em um minuto eu detinha a chave,
no outro as paredes se fechavam contra mim.
E eu descobri, que meus castelos se apoiavam
sobre pilares de sal e pilares de areia..."

No final de cada dia percebemos que a vida é uma sucessão de momentos para serem desfrutados. Curta seu momento “viva la vida”. Experimente ligar o som com a música no mais alto volume, puxe aquela pessoa que estiver mais perto e arrisque alguns passos de dança, sem se importar com o ritmo, apenas voe em sua liberdade e sinta o momento mágico de curtir o que mais importante você tem, a sua vida. “Viva la vida!”


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Cadê nossa dignidade?!

No dia-a-dia, desta vida corrida e maluca, tenho o hábito de observar o movimento humano ao meu redor, principalmente quando fatos marcantes (sejam positivos ou não) ocorrem. Recentemente fui mais uma vitima da criminalidade que assombra nossa população. Tive o veículo arrombado e alguns (vários) pertences levados. Enfim, o prejuízo e o susto são coisas que com o tempo serão resolvidos. Mas passado a revolta ficamos com os transtornos para resolver algumas situações, como , por exemplo, retirar 2ª vida das documentações.
Então a gente vai parar numa delegacia para registrar a ocorrência e lá somos, mais uma vez, vitimas, desta vez da "falta de dignidade".
Será que falta dignidade? Será que ela ainda existe nos dias de hoje? Ou será que não damos o devido valor a ela? Fiquei exatamente duas horas e meia "preso" na delegacia para registrar um simples boletim de ocorrência. E durante este intervalo presenciei o que tantos brasileiros sofrem quando precisam utilizar dos serviços públicos de segurança. Sozinho, naquele local feio, sujo e sucateado, fiquei pensando sobre a tal palavra, aliás, uma virtude: a dignidade!
Pesquisando posteriormente descobri que a palavra provém do latim: dignus é "aquele que merece estima e honra aquele que é importante. Logo pensei: mas nem sempre recebemos a estima e honra que merecemos.
Esta demora no meu atendimento foi devido à desorganização e falta de respeito ao próximo, quando as pessoas se prevalecem dos "conhecidos" para saírem com privilégios e mordomias. Porque as pessoas não respeitam uma fila? Porque não sabem esperar como todos nós que não temos "conhecimento"?
Estava com bastante paciência neste dia. Fui tolerante o possível para esperar. Não quis "comprar briga" com aqueles que chegavam descaradamente e furavam uma fila de espera. Uma fila com pessoas cercadas de problemas, dramas, medos e perdas maiores que o meu. Guardei meu "grito" para o escrivão. Fui, finalmente chamado, sentei em sua frente, fiz meu cumprimento de "boa noite" e narrei o fato ocorrido comigo e meu veículo. Ele puxava papo sobre amenidades quando aproveitei a ocasião para, educadamente, dizer: "Vocês deveriam adotar algum procedimento correto e justo de espera. Lá fora têm pessoas que estão esperando faz muito tempo, enquanto outras passaram direto em nossa frente. Já basta o que sofremos lá fora e ainda somos obrigados a passar por mais uma situação desta." Como resposta tive apenas um sorriso sem graça daquele que nem perfil tinha para atender-nos.
O fato é que somos tratados com tão pouca dignidade!
Mas então como agir então com dignidade, exigir nossos direitos e principalmente o devido respeito?
A realidade é que nós brasileiros exigimos muito pouco, e desta forma ferimos e matamos a nossa própria dignidade. Tratamos-nos como seres indignos de respeito, e por esta razão toleramos o intolerável: a corrupção; as filas longas e demoradas; explicações mal dadas e péssimos atendimentos em locais públicos e privados; o descaso com a nossa vida. É notório que deixamos, por comodidade, coisas importantes e que manteriam a nossa dignidade. Nos conformamos em simplesmente justificar o comportamento alheio, aí caímos no velho hábito de retrucar: "ah, deixa para lá, não adianta reclamar mesmo" ou "sempre foi assim, nada vai mudar". São estas e tantas outras expressões que já estamos cansados de escutar. Chega!!! Esquecemo-nos que dignidade não pode e muito menos deve ser deixada de lado, em troca de favores comprados ou do velho "jeitinho brasileiro".
Enquanto não soltarmos "nosso grito" continuaremos vítimas desta sociedade indigna.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Nosso lado Charlie Brown (bobo e apaixonado)

Já tive a oportunidade de publicar aqui um texto com vídeo do Snoopy falando de "amor". Sou fã de carteirinha do desenho, assumo pra valer! Saudades de ume época que tínhamos desenhos inocentes e com mensagens tão humanas.
O personagem Charlie Brown é fantástico! Todos nós sentimos compaixão pelo Charlie, porque ele simboliza todas as nossas inseguranças, frustrações, medos e fracassos na vida. O que dizer de alguém que não recebeu um cartão sequer no Dia dos Namorados, alguém que jamais conseguiu fazer voar uma pipa porque todas  elas enganchavam em alguma árvore, ou que nunca ganhou um jogo de beisebol (e nem mesmo chutar as bolas seguradas pela personagem Lucy) e, principalmente, jamais teve coragem para falar com a garotinha ruiva e confessar o seu infinito amor? São mensagens que vão além do que os nossos olhos percebem num primeiro momento.
Eu e tantos outros admiradores do desenho Snoopy rimos com suas histórias e no entanto esse sorriso é banhado por melancolia, porque todos nós já tivemos um momento Charlie Brown em algum momento de nossas vidas.
Aproveito a ocasião para publicar um outro vídeo, este considero um dos mais interessantes de Snoopy. O vídeo mostra uma cena na qual o Charlie Brown demonstra seu amor platônico pela garotinha ruiva e "paga uma de bobo". Esta personagem é marcante por ser, símbolo-mor de todos os amores idílicos e nunca concretizados.
Mas quem, na condição de apaixonado, nunca pagou de bobo hein?!



terça-feira, 5 de outubro de 2010

Palhaço eu, palhaço tu, palhaço ele.

Este período eleitoral é uma chatice, mas também confesso que, por um determinado angulo, eu adoro o bom e velho clima de "Treze x Campinense". Adoro este mundinho separado entre "mocinhos e bandidos", "laranja x vermelho", o "eu x você" e toda e qualquer dicotomia maniqueísta que desperte paixões e ódios.
Seria maravilhoso poder compartilhar com meus amigos o amor por um partido ou candidatura, bem como o ódio pelo adversário. Vestir uma camisa, defender suas causas e ser crítico apenas aos erros do outro lado. Pena, mas não consigo!
O que me chama atenção também é a reação das pessoas à campanha de determinados candidatos. Um país que elege um palhaço (profissão dele mesmo, não um adjetivo) e que tem como slogans "Pior que está não fica" ou "Você sabe o faz um deputado federal? Nem eu!" me deixa revoltado. Este resultado zomba com nossa cara e faz piada sobre nosso processo eleitoral e democrático. Como ele (Tiririca) existem tantos outros por aí, inclusive em nossa Paraíba, e são frutos da falta de respeito ao nosso país. São candidato despreparados e oportunista, que tentam se aproveitar de um duvidoso sucesso passado ou senso de humor (mais para o ridículo) para conseguir uma "boquinha" das mais lucrativas nesta rede de corrupção e sujeira.
Saber que candidatos como Tiririca ou mesmo o Toinho do Sopão, eleito Deputado Estadual aqui na Paraíba, nos causa revolta e indignação.
Estas pessoas conseguiram escancarar ainda mais, de maneira cômica, a hipocrisia do nosso sistema. Logo no ano em que políticos e Tribunal Superior Eleitoral tentaram nos fazer engolir a força uma respeitabilidade que eles não possuem. É óbvio que os idiotas no final d história somos nós. Mas aqueles que entregaram seu voto para criaturas como esta e depois o critica como se fosse o que há de mais errado é ainda pior.
Estes resultados nos mostram e deixam ainda mais visível a fragilidade e a falência de um modelo que julgamos ideal para fazer deste país o lugar do futuro.
No mais, essa "democracia" que tentam nos vender em época de eleições é tão verdadeira quanto a história do saci pererê. Não há democracia possível com voto obrigatório e nem com horário político obrigatório. Muito menos há democracia possível quando campanhas tentam nos convencer de que exercer nosso direito de voto é a única participação política viável para o cidadão em nosso sistema democrático brasileiro.
Entendo e acredito que uma real democracia precisa ser muito mais que representativa e que ser um verdadeiro cidadão político é ter participação efetiva, que está muito além do que fazemos, exige muito mais esforço do que simplesmente ir às urnas a cada dois ou quatro anos.
Vamos ao segundo turno! Sei muita gente ainda não se convenceu da importância do  voto e da inutilidade do ato de anulá-lo ou vendê-lo. Mas peço por favor, façam algo mais útil do que simplesmente colocar um nariz de palhaço.


sábado, 2 de outubro de 2010

Feliz é quem sabe o que é ler

A leitura de um livro precisa mexer com a nossa vida, caso contrário, não passará de mero hábito de ler por ler ou de entretenimento. A não ser que seja literatura de consumo, como livros policiais, best-seller. Esta tipo de leitura é como quem come demais, não aproveita todo o alimento ingerido. Dizer que é caro investir é leitura é balela! Alguns bons livros não são tão inacessíveis assim. Mas as pessoas preferem pagar um show de bandas plastificadas do quê apreciar uma leitura que enriquece e nos faz voar, viajar pelo mundo.
Lamento por não ver tantos jovens frequentando livrarias ou bibliotecas, a impressão que fica é que daqui alguns anos Machado de Assis, por exemplo, será um nome desconhecido para uma nova geração. Uma geração que idolatra pessoas como Wesley Safadão (Garota Safada), Justin Bieber, Fiuk, entre tantos outros frutos de uma mídia fútil e descartável.
Mas se você quase não lê nada, não se assuste. Você não será menos importante ou culto do que uem lê com frequência. O importante é que você leia porque gosta. Eu particularmente quando começou a ler um livro e não gosto, logo paro! Leio quando me sinto a vontade e transformo isso num delicioso momento de prazer. Ler não é coisa de intelectual ou gente metida a sabichão, apenas uma hábito saudável, da mesma forma que algumas pessoas dedicam horas e horas em academias.
Mas temos que confessar, felizes somos nós, brasileiros, que temos em nossa história um Machado de Assis, Manuel Bandeira, José de Alencar, Mário Quintana e tantos outros que fizeram e fazem a história cultural deste país.